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A Direcção da Associação Portuguesa de Cortiça (Apcor), já em funções, vai continuar a sua missão por mais três anos. Esta foi a decisão dos associados que, em Assembleia-Geral, deliberam unanimemente a continuação da Direcção presidida por António Rios de Amorim.
Os objectivos desta Direcção surgem num trabalho de continuidade e que assenta numa maior aproximação da Apcor aos seus associados, com o intuito de contribuir para vencer os desafios actuais, uma maior aproximação entre a produção florestal e a indústria, o desenvolvimento de algumas medidas junto da indústria de cortiça, nomeadamente o desenvolvimento do Parque Empresarial da Cortiça, a elaboração de padrões mínimos de qualidade exigível à indústria, fazendo um enquadramento com o sistema de certificação Systecode, e a promoção da interacção técnica entre todos os intervenientes na indústria. A um nível internacional é, também, objectivo da Direcção continuar a consolidar a Apcor como voz unificadora de todo o sector e desenvolver o trabalho de promoção dos produtos de cortiça.
De uma forma mais concreta, a actual Direcção pretende assegurar os padrões mínimos da qualidade, através do enquadramento generalizado das empresas no sistema de certificação, de acordo com o Código Internacional das Práticas Rolheiras, o Systecode. “As alterações provocadas em algumas pequenas empresas pela adesão ao Systecode constituem não uma evolução mas uma autêntica revolução”, explica António Amorim.
Continuar a promover a cortiça nos mercados internacionais é, também, um dos objectivos prioritários. “Os resultados que são já visíveis, poderão ser potenciados com uma continuidade e insistência que terá que ultrapassar a actual campanha internacional da cortiça”, refere o presidente.
Já na área dos aglomerados, embora não assume a mesma representatividade da indústria rolheira que abarca cerca de 70 por cento do sector, os trabalhos levados a cabo pela equipa que faz parte da Fileira dos Materiais de Construção deve ser continuado de modo a promover a cortiça enquanto produto para a construção.
A acção da direcção pretende envolver, também, os subsectores da produção e da floresta, deixando a sugestão da certificação florestal e da elaboração de um código de práticas suberícolas. Uma nota, ainda, para o desenvolvimento dos trabalhos da Filcork (Associação Interprofissional da Fileira da Cortiça) que deve continuar o seu percurso no sentido de criar uma estratégia para toda a fileira da cortiça e na qual a Apcor tem uma função de relevo enquanto representação da indústria.
O trabalho da Apcor irá, ainda, permitir o reforço das relações institucionais com organizações sectoriais e internacionais de cortiça, nomeadamente na Confederação Europeia da Cortiça (CELiège), no Centro Profissional da Indústria de Cortiça (Cincork) e no Centro Tecnológico da Cortiça (Ctcor), e promover a adesão de novos associados e incentivar a participação e a aproximação dos que já fazem parte da Apcor.
O programa de acção assenta em sete pontos-chave:
1. Objectivo Base
• Maior aproximação da Apcor aos seus associados com o intuito de contribuir para vencer os desafios actuais, criando oportunidades futuras;
• Promover a adesão de novos associados e a participação de todos;
• Criar as condições para o desenvolvimento da indústria.
2. Floresta
• Actualização da legislação recente visando endurecer mais os cortes de sobreiros;
• Promover junto dos órgãos competentes:
o Inventários florestais periódicos;
o Estatísticas fiáveis de produção;
o Estatísticas de preços médios para campanha;
• Promover investigação prática, através das instituições respectivas, sobre genética do sobreiro e tratamento para melhorar a qualidade dos montados e da cortiça;
• Manter e alargar incentivos ao repovoamento / adensamento;
• Maior aproximação entre a produção e indústria;
• Promover a Certificação Florestal.
3. Indústria Preparadora
• Acção de sensibilização para melhoramento das práticas (enquadramento SYSTECODE);
• Desenvolvimento do “Projecto Multiusos” com estreita colaboração com a Câmara e entidades competentes;
4. Indústria Transformadora
a) Área Rolhas :
-Problemática ambiental (trabalhar a 2 níveis):
Legislação:
- Adaptação da classificação actual à realidade do sector.
- Criação eventual de zonas mistas (industriais / urbanas).
Empresas:
- Adaptação à futura legislação;
- Adequar timings a essa adaptação;
· Sensibilização para questões técnicas (única forma de assegurar a viabilidade e o futuro longínquo);
o Assegurar padrões mínimos de qualidade exigível à indústria (enquadramento SYSTECODE);
o Evidenciar riscos e contingências, propondo certificação prévia de produtos para minimizá-los (colaboração com Ctcor).
o Promoção da interacção técnica entre todos.
· Caracterização da indústria e sua evolução.
b) Área Aglomerados:
• Constituição de um grupo de interesses para o desenvolvimento desta área a nível técnico e dos mercados
5. Mercado
• Consolidar Apcor como voz unificadora de todo o sector;
• Promover a cortiça nos mercados internacionais;
• Promover o web-site da Apcor como meio de comunicação internacional;
• Subscrição de revistas especializadas, eventual clipping (análise de custos necessários);
• Receber delegações técnicas ou instituições dando uma amostra do sector;
• Análise das mutações dos mercados internacionais.
6. Relações Institucionais
• Articulação e participação junto dos órgãos de soberania, associações ou grupos de interesse de forma a defender os interesses do sector;
• Colaboração com todas as organizações sectoriais nacionais e internacionais da cortiça, destacando:
A) CELiège
- Reforçar o contributo da Apcor;
- Acompanhar e intervir nas suas linhas básicas de actuação;
B) Cincork
- Participar nas decisões fundamentais desta instituição;
- Acompanhamento da sua actividade;
- Colaborar na definição e enquadramento dos programas às necessidades da indústria.
C ) Ctcor
- Como associados propor aos órgãos competentes um conjunto de acções de forma a reforçar a credibilidade do nosso sector nomeadamente a nível:
1. Investigação e Desenvolvimento;
2. Apoio técnico à indústria;
3. Validação dos produtos;
4. Interlocutor técnico para o sector;
- Apoiar o Ctcor na implementação destes objectivos
7. Funcionamento da APCOR
• Consolidar a contínua profissionalização dos serviços da nossa associação, suportando a equipa actual;
• Potencializar a criação de grupos de trabalho com envolvimento de outros associados para missões específicas;
• Reuniões mensais da Direcção.
• Certificação da Apcor.
A constituição dos Órgãos Sociais agora instituídos é a seguinte:
MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
Presidente - J. A. Veiga de Macedo S.A. (Henrique Veiga de Macedo)
Secretário - Amorim Revestimentos, S.A. (Fernando Ribeiro)
Secretário - António Norton Amorim de Melo, Lda (Isabel Coelho Melo)
DIRECÇÃO
Presidente - Amorim & Irmãos, S.A.( António Rios de Amorim)
Vice-Presidente - Vinocor – Industria de Cortiça, Lda. (Henrique Martins da Silva)
Secretário - Limcork – Sociedade Exportadora de Cortiças, Lda (Moisés Oliveira de Lima)
Tesoureiro - Corticeira Amorim – Indústria, SA.(José Manuel Ferreira Rios)
Vogal - Álvaro Coelho & Irmãos, S.A. (Álvaro Coelho)
Vogal - Jorge Pinto de Sá, Lda. (Jorge Mendes Pinto de Sá)
Vogal - Granorte – Revestimentos de Cortiça, Lda. (Paulo Rocha)
Suplente - Relvas II – Rolhas de Champanhe, S.A. (Carlos Alberto Relvas)
Suplente - Waldemar Fernandes da Silva, S.A. (João Rui Gomes Ferreira)
CONSELHO FISCAL
Presidente - Dimas & Silva, Lda. (António Júlio Silva)
Vogal - Américo de Sousa & Filhos, Lda. (Miguel Sousa)
Vogal - J.J. Ferreira dos Santos, Lda. (Joaquim Ferreira)
Para mais informações contactar, por favor:
Joaquim Lima
Director Geral
Tel. 22 747 40 40
info@apcor.pt
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